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A Sede I/II

No decorrer das próximas semanas perpetua-se a memória. Apresentamos momentos, eventos e histórias que marcaram o percurso de vida da BD2J. Grande parte destes podem encontrar no livro da associação Aspectos da Vida da Banda Democrática 2 de Janeiro por Rui Aleixo.

“É num prédio setecentista de nobre linhagem, que pertenceu a D. Rita Casimira Gama Lobo Leite, parente de Salazar Moscoso, e «que consta(va) de uma casa nobre com seu quintal com poço e nora palheiro cavalariça e mais acomodações», que a Banda Democrática tem instalada a sua sede. E quantos escolhos se removeram para se chegar à R. Almirante Cândido dos Reis, n.º 44… Corria o ano de 1928, quando Amadeu de Moura Stoffel e Joaquim Serra, então dirigentes da colectividade, apresentaram à assembleia geral um plano para a edificação de uma sede. Com o idealismo que os caracterizava, propuseram que fosse contraído um empréstimo por meio de uma emissão de acções no valor nominal de 50$00, à taxa de juro de 3,5%, amortizáveis anualmente. A proposta foi aprovada e logo nessa noite de 8 de dezembro, se nomeou uma Comissão Pró-Sede composta por Amadeu de Moura Stoffel, Joaquim Xavier Serra e José António de Faria, respectivamente presidente, secretário e tesoureiro e Carlos António da Costa e Germano da Silva, como suplentes. A Banda Democrática, que inaugurara o seu novo coreto, em julho desse ano, vivia um momento de euforia e, talvez por isso, dois dos seus mais dilectos dirigentes pensaram ter chegado o momento de dotar a instituição de sede própria.

O sonho do maestro e do poeta desvaneceu-se, como explica José Porfírio Ezequiel,«mais por má vontade dos outros do que por falta de condições do meio.» No entanto, porque «a Banda Democrática conta(va) com o auxílio de 600 sócios e com uma geral simpatia na população de Montijo, (e)
não está(va) certo não possuir uma sede condigna que honre(asse) a colectividade e a nossa terra», em1939, renasceu a ideia de concretizar a compra de um imóvel para associação. Foi nomeada uma nova Comissão Pró-Sede, composta pelo Dr. António Gonçalves Rita, Carlos António da Costa, Amadeu de Moura Stoffel, Júlio Faria, António Muchacho, Luciano José Catita, José Luís Cardeira e Joaquim José Lucas, de cuja actividade pouco se sabe, a não ser que foi dissolvida, em Janeiro de 1948, por já ter falecido um dos seus mais proeminentes membros e porque «alguns dos componentes se encontram afastados da actividade da mesma». Os tempos eram de crise… Nos seus “Apontamentos para a história de uma futura… sede própria da Banda Democrática 2 de Janeiro”, José Porfírio Ezequiel esclarecenos das iniciativas tomadas para ultrapassar a apatia que entorpecia a comissão: «A gerência de 1947, abraçando essa ideia, dá o primeiro passo com forte impulso, iniciando a caminhada em bases firmes e esperançosas, embora lentas: – pede a convocação da reunião da assembleia geral, que aprova o aumento de 1$00 da quota mensal, para que, com essa quantia, e mais a que se pudesse juntar, se constituísse um mealheiro destinado à futura sede. Simultaneamente, era iniciado pelo Maestro Stoffel, de colaboração com a Direcção, um movimento de angariação de fundos ou donativos para o mesmo fim, o qual consegue do saudoso benemérito e grande amigo da nossa colectividade, Sr. José Teodósio da Silva, a cedência, por metade do valor de uma importante parcela de terreno, (na Avª. João XXIII, junto ao actual Parque Municipal)». Em 1948, constituiu-se uma nova Comissão, que integrava os nomes
dos Drs. António Gonçalves Rita e Manuel Joaquim Almodovar Rogado, e de Amadeu de Moura Stoffel, José Luís Cardeira e José Porfírio Ezequiel, que se propunha «levar a bom termo a realização dessa ideia, velha e legítima aspiração de todos os montijenses, nomeadamente – e  sem favor – dos Corpos Gerentes da Sociedade e dos briosos executantes da Banda.» A Comissão reconhecia que a compra de um edifício permitiria instalar «a Banda condignamente em sede propriedade sua, instalação que trará para a Sociedade, e ainda para a nossa terra, vantagens e possibilidades hoje inexistentes, como sejam: a prática de jogos permitidos, realização de espectáculos, reuniões autorizadas familiares ou associativas, saraus, etc.». No dia 19 de março de 1948, a Assembleia Geral reunida extraordinariamente autorizou que a direcção adquirisse um terreno a
José Teodósio da Silva, pelo preço máximo de 25$00 o metro quadrado Em 1950, embora a Comissão não regateasse esforços e iniciativas para adquirir a sede, a Banda encontrava-se instalada “na Rua das Taipas em edifício impróprio para o valor da colectividade, muito embora e deficientemente pudesse contar com salas de ensaios, bilhar, gabinetes da direcção e de jogos, biblioteca e bufete, tendo anexo uma esplanada onde na época de Verão se organizavam festas e bailes que eram sem favor das melhores e mais concorridas do Montijo. Possuía ainda um amplo Salão de Festas na Rua Manuel Neves Nunes de Almeida que servia para bailes e serões durante o período invernal.» Em 1951, foi constituída uma nova Comissão Pró-Sede, que integrou, desta vez, os Drs. Manuel Almodovar Rogado e António Gonçalves Rita, o maestro Amadeu de Moura Stoffel , José Luís Cardeira e Júlio Faria e, quatro anos mais tarde, no dia 22 de Julho de 1955, a Assembleia Geral, presidida pelo Dr. António Gonçalves Rita conferiu plenos poderes a uma Comissão constituída por Joaquim José Lucas, Mário Tavares Samoreno e Artur Inácio dos Santos, respectivamente, Presidente, VicePresidente e Tesoureiro da Direcção, para vender o terreno adquirido a José Teodósio da Silva e comprar o imóvel, propriedade de Joaquim Paulo Relógio, concluindo assim a acção desenvolvida pela última Comissão Pró-Sede constituída por Manuel Cipriano Futre, Francisco Barrelas, José António Teodoro Crespo, Júlio Faria, Alberto Galló e Lúcio Lopes Júnior.”

 

In Aspectos da Vida da Banda Democrática 2 de Janeiro por Rui Aleixo 

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